EcoSport 1.6 XLS, discretamente agressivo

O EcoSport é a alegria da Ford. Desde seu lançamento há quatro anos, já acumulou 375 mil unidades vendidas, das quais 180 mil apenas no Brasil. As demais, foram abastecer outros mercados, como a Argentina, onde também faz grande sucesso.

Disponível em três níveis de acabamento e duas motorizações, a que apresenta melhor relação custo-benefício é a 1.6 XLS, que foi testada. Custando R$ 54.460, ou cerca de R$ 2.500 menos que a versão completa, XLT, difere daquela apenas em alguns acessórios. O desempenho é o mesmo.

Dirigir o EcoSport é como colocar a camisa preferida e sair por aí. Veste no motorista como uma calça jeans. A posição de dirigir mais alta, característica de utilitários esportivos mais sofisticados, é um de seus grandes trunfos. Lá de cima, e com grande visibilidade, é mais gostoso ver o mundo, mesmo que seja um mundo de veículos parados no trânsito.

Bonito por fora – ele ganhou frente nova, com capô mais reto e novos frisos, além de uma expressiva grade dianteira, bem casada com o pára-choque de desenho novo – e também sofreu algumas mudanças internas – como os novos dutos de ventilação no painel e quadro de instrumentos analógico -, mas continua praticamente o mesmo. Cara de bravo, mas dócil de ser conduzido; excesso de plástico nos revestimentos, mas bem acabado; e desempenho modesto, mas suficiente, inclusive em estradas sem pavimentação.

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